terça-feira, 31 de julho de 2012

Os Telhados de Paris, de Linda McCluskey, pintora americana com atelier nessa cidade e que dedica toda uma colecção aos telhados de Paris

SE EU MORRESSE AMANHÃ, POEMA DE ÁLVARES DE AZEVEDO

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Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã; / Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã! /Quanta glória pressinto em meu futuro! / Que aurora de porvir e que manhã! / Eu perdera chorando essas coroas / Se eu morresse amanhã! / Que sol! que céu azul! que dove n'alva / Acorda a natureza mais loucã! / Não me batera tanto amor no peito / Se eu morresse amanhã! / Mas essa dor da vida que devora / A ânsia de glória, o dolorido afã... / A dor no peito emudecera ao menos / Se eu morresse amanhã! (Álvares de Azevedo)
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo12 de Setembro de 1831 — Rio de Janeiro25 de abril de 1852) foi um escritor da segunda geração romântica (Ultra-RomânticaByroniana ou Mal-do-século), contistadramaturgopoeta e ensaísta brasileiro, autor de Noite na Taverna. VER MAIS

STING, NO BELO TEMA "DESERT ROSE"

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LYRICS:
I dream of rain / I dream of gardens in the desert sand / I wake in pain / I dream of love as time runs through my hand / I dream of fire / Those dreams are tied to a horse that will never tire / And in the flames / Her shadows play in the shape of a man's desire / This desert rose / Each of her veils, a secret promise / This desert flower / No sweet perfume ever tortured me more than this / And as she turns / This way she moves in the logic of all my dreams / This fire burns / I realize that nothing's as it seems / I dream of rain / I dream of gardens in the desert sand /I wake in pain / I dream of love as time runs through my hand / I dream of rain / I lift my gaze to empty skies above / I close my eyes / This rare perfume is the sweet intoxication of her love / I dream of rain / I dream of gardens in the desert sand / I wake in pain / I dream of love as time runs through my hand / Sweet desert rose / Each of her veils, a secret promise / This desert flower / No sweet perfume ever tortured me more than this / Sweet desert rose / This memory of Eden haunts us all / This desert flower /  This rare perfume, is the sweet intoxication of the fall

segunda-feira, 23 de julho de 2012

VLADIMIR VOLEGOV - PINTOR REALISTA RUSSO, CONHECIDO COMO O PINTOR DE MULHERES COLORIDAS E SERENAS

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VLADIMIR VOLEGOV-PINTOR REALISTA RUSSO.
Nacido en Chabarovsk, Rusia, Vladimir podría ser considerado con justicia uno de los mejores pintores Rusos de finales del siglo XX y comienzos de este. Con un estilo luminoso y colorido recuerda a los viejos maestros impresionistas del Siglo XIX. Su temática casi siempre es pintar hermosas muchachas que tienen la particularidad de siempre estar arreglándose el cabello pero no en son de coquetería sino más con mas bien como un acto mecánico amen de que siempre las mujeres presentadas parecieran estar reflexionando, pensando que hacer serenamente. Podría decirse que Volegov es el pintor de las mujeres coloridas y serenas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um olhar sobre a obra de Gary Benfield

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Gary Benfield nasceu em 1965. em Bermenheme (Inglaterra).Depois de deixar o mundo acadêmico, criou seu próprio estúdio nos arredores de Londres e concentrou-se em desenhar e pintar figuras. Alguns anos mais tarde começou a expor o seu trabalho em toda a Europa, o que o tornou um artista famoso. Gary Benfield tem o talento natural de reproduzir as imagens as coisas como elas são. 

Lisboa perto e longe, poema de Manuel Alegre, dito por Mário Viegas

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JACKIE EVANCHO, SOPRANO DE EXCELÊNCIA, COM 12 ANOS DE IDADE, CANTA COMOVENTEMENTE "NESSUN DORMA"

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Jackie Evancho, nascida a 9 de Abril de 2000, em Pitsburgo, Estados Unidos da América, começou a cantar  aos sete anos, após ter visto "O Fantasma da Ópera", surpreendendo todos com a qualidade do seu canto. Foi, com 11 anos, considerada um fenómeno que, além das suas qualidades como soprano, toca violino e piano. Ver mais

sexta-feira, 13 de julho de 2012

FRIEZA, POEMA DE FLORBELA ESPANCA, DITO POR MIGUEL FALABELA

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UM OLHAR RÁPIDO SOBRE ALGUMAS DAS OBRAS DA PINTORA (CUBO/FUTURISTA) RUSSA ALEKSANDRA EKSTER

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Aleksandra Ekster (1882, Polónia/Bielorrussia - 1939, Paris) - a ucraniana, bielorrussa pintor (cubo-futurista suprematista, construtivista) e designer.Ela nasceu Aleksandra Aleksandrovna Grigorovich em Białystok, Rússia Imperial (hoje Polônia) de uma família rica da Bielorrússia. Seu pai, Aleksandr Grigorovich, era um rico empresário. Aleksandra jovem recebeu uma excelente educação privada, estudou línguas, música, arte, desenho e tomou lições privadas. Em 1903, Aleksandra Grigorovich se casou com um advogado bem sucedido de Kiev, Nikolai Evgenyevich Ekster. Os Eksters pertenciam a elite cultural e intelectual da Kiev. Nesse tempo, ela estudou pintura na escola de arte Kiev. Em 1907, ela passou vários meses com o marido em Paris, e lá ela colaborou com  Académie de la Grande Chaumière, em Montparnasse. De 1908 a 1924, viveu intermitentemente em Kiev, em São Petersburgo, Odessa, Paris, Roma e, também, em Moscovo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A OBRA DO PINTOR RUSSO IMPRESSIONISTA E ORIENTALISTA RICHARD KARLOVICH ZOMMER

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Richard Karlovich Zommer (1866  1939)
Foi um artista realista e impressionista russo. Foi um dos primeiros artistas russos a renderem-se às tendências impressionistas que transpunham as fronteiras da França. Pintor por excelência, um dos seus mais  célebres  trabalhos  é sem dúvida A Mesquita de Shir-Dor, Samarcanda, leiloado  em  2006  na  Sotheby's, na cidade de Londres, na New Bond Street.
Da sua vida pouco se conhece. Sabe-se que tinha origens britânicas. Sabe-se que, inspirado em outros artistas, fez várias viagens pela Ásia Central e de Leste. Foi durante uma destas visitas que, em 1907, concebeu o referido quadro, em território que hoje pertence ao Cazaquistão.
Os pintores orientalistas foram os pintores europeus influenciados pelo estilo árabe, e, por isto, muitos crêem que Zommer era um pintor orientalista, embora não o sendo, de facto. A sua pintura prendia-se verdadeiramente aos aspectos mais quotidianos do sul da Rússia, que contava com alguns territórios (hoje, alguns estados, como o Cazaquistão e o Afeganistão, entre outros) de maioria muçulmana. Todavia, estando esta cultura inteiramnete ligada ao seu país de origem, não se pode classificar a obra de Zommer como orientalista.
O estilo do pintor é pleno de exotismo e alegria, que derivam um pouco da sua ostensiva paleta de cores, muito variável e exuberante, e dos seus jogos lumínicos derivantes do estilo impressionista.
A sua pintura é marcada pelas cenas de rua nos territórios russos de maioria muçulmana, exibindo bazares, mesquitas, procissões e grandes multidões, o que dá uma grande liberdade a nível da cor, vivamente explorada em quadros como No bazar, entre outros, mas também é marcada pelas desérticas paisagens na região montanhosa do Cáucaso, um ambiente árido e escuro, que nos quadros de Zommer costuma mostrar-se coberto de neve, com pequenos riachos entrelaçados na terra lamacenta ou com pictorescas caravanas e soldados de artistas a atravessa-lo, como em Caravana atravessando um rio, uma das obras mais marcantes da sua trajectória artística.
Da vivacidade e exotismo das ruas e dos bazares de Samarcanda, ao ambiente desértico e gelado do Cáucaso, o pintor necessitava de representar vida humana nos seus quadros, sendo que não se conhece nenhum quadro de Zommer em que não conste uma personagem humana. Nas suas obras Zommer não se cansou de fazer reflexões sobre a vida do ser-humano, em diferentes regiões, com diferentes estilos de vida, mas em relação aos seus personagens, estes adquirem uma postura muito introspectiva, e, sejam constantes em representações dos mais movimentados basares ou das regiões desérticas e montanhosas do interior Rússia, os personagens assumem uma postura cansada e solitária, como em Cena de rua e O rio Volga, salvo algumas excepções.
Com a sua obra dominada essencialmente pelo óleo sobre tela, alguns dos seus trabalhos assemelham-se a alegorias, principalmente as telas em que representa as legiões de infantaria do exército imperial russo e as procissões religiosas. Algo frequentes na sua obra, estes temas têm, salvo algumas excepções, todos o Cáucaso como pano de fundo.
Muitas das suas pinturas são conhecidas, maioritariamente pelo povo russo, mas a maioria dos trabalhos encontram-se em colecções privadas ou museus da Rússia.

O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL, poema de Cesário Verde, dito por Tiago Barbosa

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José Joaquim Cesário Verde (Lisboa, 25 de Fevereiro de 1855  Lumiar,19 de Julho de 1886) foi um poeta português, sendo considerado um dos precursores da poesia que seria feita em Portugal no século XX.
Filho do lavrador e comerciante José Anastácio Verde e de Maria da Piedade dos Santos Verde, Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras em 1873, mas apenas o frequentou alguns meses. Ali conheceu Silva Pinto, que ficou seu amigo para o resto da vida. Dividia-se entre a produção de poesias (publicadas em jornais) e as actividades de comerciante herdadas do pai.
Em 1877 começou a ter sintomas de tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã. Estas mortes inspiraram contudo um de seus principais poemas, Nós (1884).
Tenta curar-se da tuberculose, mas sem sucesso, vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde, compilação da sua poesia publicada em 1901.
No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural.