segunda-feira, 30 de abril de 2012

A CIDADE DAS PEDRAS. ESTRANHAS FORMAÇÕES ROCHOSAS, ALGUMAS DELAS, APÓS TEREM SIDO ESCAVADAS, SERVEM DE HABITAÇÃO

A COROA




O CAMELO




O TROGLODITA





ESTRANHAS  ROCHAS  QUE POR SEREM FORA
 DO HABITUAL SÃO O SÍMBOLO DA CAPADÓCIA





ROCHA ESCAVADA E HABITADA





A VIVENDA





TRÊS MORADIAS




VARANDAS




VARANDA DECORADA 




DAS ROCHAS SE FEZ UMA CIDADE



NA CIDADE DAS ROCHAS, AS ÁRVORES DÃO FRUTOS ESTRANHOS





OUTRAS DÃO ÂNFORAS



CAPADÓCIA TAMBÉM É CONHECIDA PELOS BALÕES

 AS FOTOS FORAM TIRADAS PELO AUTOR DO BLOGUE NOS VALES GOREME, AVCILAR E SARATLI, CAPADÓCIA, TURQUIA

MINHA CULPA, POEMA DE FLORBELA ESPANCA, DITO POR MIGUEL FALABELA

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domingo, 29 de abril de 2012

A obra do pintor Marc Chagall, com fundo musical do Canon de Pachelbel

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Nascido na bielorússia em 7 de Julho de 1887 (+ 28 de Março de 1985 em França). Cedo entrou para o ateliê de um retratista famoso da sua cidade natal. Lá aprendeu não só as técnicas de pintura, como a gostar e a exprimir a arte. Ingressou, posteriormente, na Academia de Arte de São Petersburgo, de onde rumou para a próspera cidade-luz, Paris.
Ali entrou em contacto com as vanguardas modernistas que enchiam de cor, alegria e vivacidade a capital francesa. Conheceu também artistas como Amedeo Modigliani eLa Fresnay. Todavia, quem mais o marcou, deste próspero e pródigo período, foi o modernista Guillaume Apollinaire, de quem se tornou grande amigo.
É também neste período que Chagall pinta dois dos seus mais conhecidos quadros:Eu e a aldeia e O Soldado bebé, pintados em 1911 e em 1912, respectivamente.
Os títulos dos quadros foram dados por Blaise Cendrars. Coube a Guillaume Apollinaire selecionar as obras que seriam posteriormente expostas em Berlim, no ano em que a 1º Grande Guerra rebentou, em 1914.
Neste ano, após a explosão da guerra, Marc Chagall volta ao seu país natal, sendo, portanto, mobilizado para as trincheiras. Todavia, permaneceu em São Petersburgo, onde casou um ano mais tarde com Bella, uma moça que conheceu na sua aldeia.
Depois da grande revolução socialista na Rússia, que pôs fim ao regime autoritárioczarista, foi nomeado comissário para as belas-artes, tendo inaugurado uma escola de arte, aberta a quaisquer tendências modernistas. Foi neste período que entrou em confronto com Kasimir Malevich, acabando por se demitir do cargo.
Retornou então, a Paris, onde iniciou mais um pródigo período de produção artística, tendo mesmo ilustrado uma Bíblia. Em 1927, ilustrou também as Fábulas de La Fontaine, tendo feito cem gravuras, somente publicadas em 1952. São também deste ano conhecidas, as suas primeiras paisagens.
Visitou, em 1931, a Palestina e, depois, a Síria, tendo publicado, em memória destas duas viagens o livro de carácter autobiográfico Ma vie (em português: "Minha vida").Desde o ano de 1935, com a perseguição dos judeus e com a Alemanha prestes a entrar em mais uma guerra, Chagall começa a retratar as tensões e depressões sociais e religiosas que sentia na pele, já que também era judeu convicto.
Anos mais tarde, parte para os Estados Unidos da América, onde se refugia dos alemães. Lá, em 1944, com o fim da guerra a emergir, Bella, a sua mulher, falece, facto que lhe causa uma enorme depressão, mergulhando novamente no mundo das evocações, dos chamamentos, dos sonhos. Conclui este período com um quadro que já havia iniciado em 1931:Em torno dela.
Dois anos depois do fim da guerra, regressa definitivamente à França, onde pintou os vitrais da Universidade Hebraica de Jerusalém.Na França e nos Estados Unidos da América pintou, para além de diversos quadros, vitrais e mosaicos. Explorou também os campos da cerâmica, tema pelo qual teve especial interesse.
Em sua homenagem, em 1973, foi inaugurado o Museu da Mensagem Bíblica de Marc Chagall, na famosa cidade do sul da França, Nice. Em 1977 o governo francês condecorou-o com a Grã-cruz da Legião de Honra.Tendo sido um dos melhores pintores do século XX, Marc Chagall faleceu em Saint-Paul-de-Vence, no sul da França, em 1985.






UM QUARTETO RARO E DE EXCELÊNCIA: CAROLE KING, SHANIA TWAIN, GLÓRIA ESTEFAN E CELINE DION, NO TEMA "YOU´VE GOT A FRIEND"

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

COMO FOI O NATAL? NESTES TEMPOS DE CRISE, VEJA COMO AS EMP. PÚBLICAS, AUTARQUIAS E AFINS DESPERDIÇARAM OS DINHEIROS PÚBLICOS EM CHOCOLATES (17.000€), BOLO REI (11.000€) CABAZES (9.000 + 7.000 + 16.500 + 89.000€), BICICLETAS (7.000€), BILHETES PARA O CIRCO (6.000€), EM JÓIAS (8.700€), ETC.


O Município de Lagoa, para os seus funcionários  e filhos destes, despendeu 17.688,91 €  (IVA n/ incluído) em sacos de chocolates e cabazes de natal - vidé documento -



TAVIRA VERDE - Empresa Municipal de Ambiente, EM, despendeu 9.057,75 €, + IVA, em cabazes para oferta aos seus colaboradores - vidé documento de despesa -




O Município de Oeiras só em bolo rei gastou 10.864,70€ c/ IVA a acrescer - ver documento -. 
Os SMAS do Município de Oeiras em cabazes de Natal despenderam 7.030€ + IVA - documento e ofertaram 600 bilhetes para festas de Natal com o custo de 6.000€documento - mas, estranhamente, os bilhetes foram adquiridos a um intermediário, pessoa singular, e não directamente à organização dos eventos.

O Município de Almada, o tal que gastou 275.000€ em 3 almoços, medalhas e relógios, conforme recentemente noticiado neste blog (http://palavraeamusica.blogspot.pt/2012/04/municipio-de-almada-gasta-275000-dos.html), no último Natal despendeu 6.825€ em bicicletas de montanha - ver documento - 
Os autarcas de Almada entendem que é de estómago cheio que se  deve tomar decisões. Assim, decidiram dar a si próprios uma prenda de Natal antecipada. Nem mais nem menos que um serviço de catering, até final do corrente ano, para as reuniões de dirigentes municipais, o que vais custar 6.305€ mais IVA - ver documento -

A LIPOR - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto gastou  16.488,68€ + IVA em 325 cabazes de Natal para os seus colaboradores - vidé documento -

A EPAL Empresa Portuguesa de Águas Livres, SA, a tal que tem sido referida como despesista neste blog, (http://palavraeamusica.blogspot.pt/2012/04/epal-empresa-publica-de-aguas-livres.html), no Natal de 2011 em prendas e em cabazes gastou 89.000€ (ver documento). No Natal de 2010 em prendas e em cabazes havia gasto 124.000€ (ver documento).

A ANA-Aeroportos de Portugal, SA, é muito mais requintada. Para alguém especial, que, talvez tenha sido foi esquecido no Natal, no princípio do ano, adquiriu jóias, talvez alguma da foto, a Gilles Joalheiros, no valor de 8.703 - ver documento -
Fonte e  imagens do Observ. Má Despesa Pública

A OBRA DO PINTOR FLAMENGO PETER PAUL RUBENS


Peter Paul Rubens (Siegen, 28 de Junho de 1577 — Antuérpia, 30 de Maio de 1640) foi um pintor flamengo inserido no contexto do Barroco.
Além de manter um grande estúdio em Antuérpia que produziu muitas pinturas populares entre a nobreza e os colecionadores por toda a Europa, Rubens foi humanista de educação clássica, um colecionador e um diplomata, e foi elevado ao título de cavaleiro por Filipe IV da Espanha e Carlos I de Inglaterra.
Rubens nasceu em Siegen, na Vestfália, de Jan Rubens e Maria Pypelincks. Seu pai, um calvinista, e sua mãe fugiram de Antuérpia para Colônia em 1568, por causa do crescente tumulto religioso e das perseguições aos protestantes durante o reinado do Duque de Alba nos Países Baixos Espanhóis. Jan Rubens se tornou um conselheiro jurídico (e amante) de Ana da Saxónia, a segunda esposa de Guilherme I de Orange, e se assentou na corte dela em Siegen em 1570. Após Jan Rubens ter sido preso por causa do relacionamento, Peter Paul Rubens nasceu, no ano de 1577. A família retornou para Colônia no ano seguinte e, em 1589, dois anos após a morte de Jan, ele e sua mãe se mudaram novamente para Antuérpia, onde ele foi criado como um católico. A religião apareceria de forma proeminente na maior parte de sua obra e Rubens iria se tornar uma das principais vozes pintura na Contra-Reforma católica.
Em Antuérpia, Rubens recebeu uma educação humanista, estudando latim e literatura clássica. Aos quatorze, ele começou o seu aprendizado artístico com Tobias Verhaeght. Subsequentemente, ele estudou sob dois dos principais pintores da cidade na época, o artistas do final do período maneiristas Adam van Noort e Otto van Veen. Começou com Adam van Noort, depois Tobias Verhaeght e finalmente Otto van Veen, que exerceu sobre ele a maior influência. Foi Van Veen que fez nascer em Rubens uma grande admiração pela Itália e pela cultura latina clássica. Isso marcou toda a sua obra e o fez servir aos reinos latinos católicos mesmo sendo germânico filho de pai protestante.

UMA PEQUENINA LUZ, DE JORGE DE SENA, DITO POR TÂNIA PINTO

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Jorge Cândido de Sena (Lisboa, 2 de Novembro de 1919 — Santa Barbara, Califórnia, 4 de Junho de 1978) foi poeta, crítico, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, tradutor e professor universitário português.
Apesar da sua inclinação natural para a literatura, o sobredotado Sena decidiu frequentar o curso de Engenharia Civil, iniciando-o em Lisboa e concluindo-o no Porto, em 1944, com a ajuda financeira dos seus amigos Ruy Cinatti e José Blanc de Portugal. O curso pouco o entusiasmou, mas durante todo esse tempo escreveu bastantes poemas, artigos, ensaios e cartas. Desde os 16 anos que escrevia e em 1940, sob o pseudónimo de Teles de Abreu, publicou os seus primeiros poemas na revista Cadernos de Poesia, dirigida por Cinatti, Blanc de Portugal e Tomás Kim. Em 1942, publica o seu primeiro livro de poemas, Perseguição, que não impressiona muito o seu amigo e crítico João Gaspar Simões e Adolfo Casais Monteiro considera-o um livro revelador mas difícil.
Em 1947, Sena inicia a sua carreira de engenheiro, que durou 14 anos. Trabalhou como engenheiro civil na Câmara Municipal de Lisboa, na Direcção-Geral dos Serviços de Urbanização e na Junta Autónoma das Estradas (JAE), onde permanecerá até ao seu exílio para o Brasil em 1959.
Em 1940, no Porto, Jorge de Sena conhece e torna-se amigo de Maria Mécia de Freitas Lopes (irmã do crítico e historiador literário Óscar Lopes), começando a namorar em 1944 e casando-se em 1949. Mécia de Sena foi a mãe dos seus nove filhos e a sua incansável companheira e enérgica colaboradora, apoiando o escritor nas inúmeras crises que lhe surgiram ao longo de uma vida por vezes atribulada.
Trabalhava incansavelmente, para sustentar a crescente família. Além do seu absorvente trabalho diurno na JAE (que lhe possibilitou viajar e conhecer o Portugal profundo), Sena também se dedicava à direcção literária em editoras, à tradução e revisão de textos, ocupações que lhe roubavam precioso tempo para a investigação literária e a para a sua obra. A banalidade e a pequenez do quotidiano no Portugal de Salazar das décadas de 1940 e 1950 atormentam-no, bem assim como a mediocridade, a mesquinhez e a intriga dos meios literários, que lhe são absolutamente frustrantes e o tornam neurasténico, mas que não deixam de o inspirar para o poema É tarde, muito tarde na noite…
Durante esses anos publica várias obras: O Dogma da Trindade Poética – Rimbaud (1942), Coroa da Terra, poesia (1946), Páginas de Doutrina Estética de Fernando Pessoa (organização), 1946, Florbela Espanca (1947), Pedra Filosofal poesia (1950), A Poesia de Camões (1951), etc.
A sua situação como escritor e cidadão estava a tornar-se insustentável. Como escritor, não tinha tempo livre para escrever, apenas o podia fazer de modo insuficiente e limitado à noite e aos domingos. Também o facto de não pertencer a nenhum círculo académico e a falta de apoio institucional lhe frustrava qualquer pretensão de poder vir a editar alguma obra mais ambiciosa. Por outro lado, a sua participação numa tentativa revolucionária abortada em 12 de Março de 1959, colocou-o em posição de prisão eminente, no caso muito provável de algum dos conspiradores presos pela PIDE denunciar os que ainda se encontravam livres. 
Em Agosto de 1959, viajou até ao Brasil, convidado pela Universidade da Bahia e pelo Governo Brasileiro a participar no IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros. Tendo sido convidado como catedrático contratado de Teoria da Literatura, em Assis, no Estado de S. Paulo, aproveitou essa oportunidade e aceitou o lugar, iniciando assim o seu longo exílio. Ele faz amizade com o poeta Jaime Montestrela, que dedicou o seu livro Cidade de lama. Por motivos profissionais teve de adoptar a cidadania brasileira.
Não foi contudo um exílio libertador. Sentia saudades da pátria, apesar do rancor perene que nutria pela pequenez, mesquinhez e falta de reconhecimento nacionais que o atormentariam até ao final da vida.
Em 1961, Jorge de Sena foi ensinar Literatura Portuguesa na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara. Em 1964, depois de vencer alguns preconceitos académicos pelo facto de ser licenciado em Engenharia, Jorge de Sena defendeu a sua tese de doutoramento em Letras (Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular), tendo obtido os títulos académicos "com distinção e louvor".
O período de seis anos que passou no Brasil foi muito produtivo. Finalmente, tinha toda a disponibilidade para se dedicar à sua obra com a devida profundidade e profissionalismo. Poesia, teatro, ficção, ensaísmo e investigação. Parte do romance Sinais de Fogo e a totalidade dos contos Novas Andanças do Demónio foram escritos neste período.
A degradação da situação política no Brasil, com a instalação de uma ditadura militar a partir de Março de 1964, fez com que Jorge de Sena, mais do que nunca avesso a prepotências, aceitasse um convite para ensinar Literatura de Língua Portuguesa na Universidade de Wisconsin, para partir para os Estados Unidos da América em Outubro de 1965. Em 1967 foi nomeado catedrático do Departamento de Espanhol e Português da referida universidade.
De 1970 até 1978 foi catedrático efectivo de Literatura Comparada na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara. Apesar da satisfação de ensinar e da amizade que os alunos lhe dedicavam, Sena não foi feliz. Queixava-se da "medonha solidão intelectual da América" onde não havia "convívio intelectual algum" e da esterilidade e espírito burguês do meio académico, que não se interessava pela sua obra.
Quando se deu o 25 de Abril Jorge de Sena ficou entusiasmado e queria regressar definitivamente a Portugal, ansioso de dar a sua colaboração para a construção da democracia. Sena visitou Portugal, contudo, nenhuma universidade ou instituição cultural portuguesa se dignou convidar o escritor para qualquer cargo que fosse, facto que muito o desiludiu e amargurou, decidindo continuar a viver nos Estados Unidos, onde tinha a sua carreira estabelecida.
Jorge de Sena morreu em 4 de Junho de 1978, aos 58 anos, de cancro. Em 11 de Setembro de 2009, os seus restos mortais foram trasladados de Santa Barbara, Califórnia, para o cemitério do Prazeres em Lisboa, depois de uma cerimónia de homenagem na Basílica da Estrela, com a presença de familiares, amigos e entidades oficiais.
Obra
Foi, possivelmente, um dos maiores intelectuais portugueses do século XX. Tem uma vasta obra de ficção, drama, ensaio e poesia, além de vasta epistolografia com figuras tutelares da história e da literatura portuguesas. O seu espólio conta com uma enorme quantidade de inéditos em permanente fase de preparação e publicação, aos cuidados da viúva, Mécia de Sena.
A sua obra de ficção mais famosa é o romance autobiográfico Sinais de Fogo, adaptado ao cinema em 1995 por Luís Filipe Rocha.
Poesia
Perseguição (1941),Coroa da Terra (1947),Pedra Filosofal (1950),As Evidências (1955),Fidelidade, (1958), Metamorfoses (1963),Arte de Música (1968),Peregrinatio ad Loca Infecta (1969),Exorcismos (1972),Conheço o Sal e Outros Poemas (1974),Poesia I (1977),Poesia II (1978),Poesia III (1978),Visão Perpétua (1982, póstumo),Dedicácias (1999, póstumo)
Prosa
Andanças do Demónio (1960),Novas Andanças do Demónio (1966),Os Grão-Capitães (1976),O Físico Prodigioso (1977),Sinais de Fogo (1979, póstumo),Génesis (1983, póstumo)
Drama
O Indesejado (1951) Ulisseia Adúltera (1952) O Banquete de Dionísos (1969),Epimeteu ou o Homem Que Pensava Depois (1971)
Ensaios
Da Poesia Portuguesa (1959),O Poeta é um Fingidor (1961),O Reino da Estupidez (1961),Uma Canção de Camões (1966),Os Sonetos de Camões e o Soneto Quinhentista Peninsular (1969),A Estrutura de Os Lusíadas e Outros Estudos Camonianos e de Poesia Peninsular do Século XVI (1970),Maquiavel e Outros Estudos (1973),Dialécticas Aplicadas da Literatura (1978),Fernando Pessoa & Cia. Heterónima (1982, póstumo).

segunda-feira, 23 de abril de 2012

DUETOS IMPOSSÍVEIS SEM O MILAGRE TECNOLÓGICO. Este vídeo foi feito em 2008,mas Elvis Presley morreu em 1977, Martina McBride nasceu em 1966 e, apesar disso, eis um dueto perfeito.

       Elvis Presley & Martina McBride
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MÃEZINHA, Poema de António Gedeão, dito por Rute Pimenta

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Rómulo Vasco da Gama de Carvalho (Lisboa, 24 de Novembro de 1906 - Lisboa, 19 de Fevereiro de 1997), foi um químico, professor de Físico-Química do ensino secundário no Liceu Pedro Nunes e Liceu Camões, pedagogo, investigador de História da ciência em Portugal, divulgador da ciência, e poeta sob o pseudónimo de António Gedeão. Pedra Filosofal e Lágrima de Preta são dois dos seus mais célebres poemas. Académico efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e Director do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa. O dia do seu nascimento foi, em 1997, adoptado em Portugal como Dia Nacional da Cultura Científica.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

EPAL - EMPRESA PÚBLICA DE ÁGUAS LIVRES CONTINUA A DAR CARTAS NO ESBANJAMENTO. EMPRESA COM ACTIVIDADE NA GRANDE LISBOA, FAZ CONTRATOS COM AGÊNCIAS DE VIAGENS NO VALOR DE 390.000€ EM VIAGENS, HOTÉIS E ALUGUER DE AUTOMÓVEIS

CRISE, CRISE É SÓ PARA OS CONSUMIDORES. As Empresas Públicas continuam a gastar desalmadamente, como sempre o fizeram.
A EPAL, denunciada várias vezes pelo seu despesismo, continua exactamente como dantes.
Na aquisição de mobiliário de escritório e elementos de sinalética para o laboratório despendeu 192.000€ (ver documento). 
No Natal de 2011 em prendas e em cabazes gastou 89.000€ (ver documento). No Natal de 2010 em prendas e em cabazes havia gasto 124.000€ (ver documento).
 Até a água que se bebe na empresa tem de ter garrafas  especiais. Foram compradas 1.000 garrafas de vidro com o logotipo da EPAL  por 7.500€   o que significa que cada garrafa custou 7,50€ sem IVA (ver documento).Viva o luxo!!! Nós cá estamos para pagar as faturas com os aumentos imperiosamente anuais
Aliás, sendo a EPAL uma Empresa Pública com actividade na grande Lisboa, vá lá o pobre cidadão/contribuinte perceber as razões porque, no mesmo dia, são feitos contratos com três agências de viagens diferentes no valor de 390.000€ para viagens, hotéis e aluguer de automóveis – ver doc.1, ver doc.2, ver doc3.-
É esbanjar, é esbanjar que alguém há-de pagar !!!!!!!!
Fonte: Observatório da Má Despesa Pública

La mémoire et la mer, LINDO poema de Léo Ferré EXCELENTEMENTE dito por Philippe Léotard

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« Je meurs de ma petite soeur, de mon enfant et de mon cygne »
Mon cygne, signe, singe ! Léo Ferré (entre autres choses) rend ainsi, une fois encore, un hommage voilé ("cygne" est plus "poétique" ! ) à Pépée ("je meurs de ma petite soeur, de mon enfant..."). Et bien d'autres "réflexions" en images sur ce poème magnifique et magnifiquement dit par la voix-voie de Philippe Léotard (et quelques bafouillements) 
- Et à ce propos, désolé pour la cochonnerie du début de la vidéo occasionnée, elle, par la mise en ligne ! -
Hommage aussi à Apollinaire : "Bergère ô tour Eiffel le troupeau des ponts bêle ce matin" (début de Zone - Alcools) à comparer avec "Sur la plage, le sable bêle / Comme des moutons d'infini / Quand la mer bergère m'appelle." (fin de la chanson de Léo Ferré)

Loreena McKennitt-Caravanserai- Ao vivo no Palácio de Carlos V, em Alhambra (conhecido, também, pela excelente acústica)

Loreena é uma musicóloga, estudiosa de músicas ancestrais e cantora de excepção que, com instrumentos desses tempos e fielmente reconstruídos, produz música ímpar. Este tema tem muito a ver com a história e com o período da “ rota da seda”.
No tempo da rota da seda e do império otomano os “caravançarais seljúcidas” eram um misto de fortificação e estalagem para viajantes que transitavam entre a Europa e a China carregados de riquezas, designadamente especiarias e sedas. Ao longo dos territórios dominados pelos otomanos foram construídos  muitos  “caravançarais” para repouso dos viajantes, camelos e cavalos. Conforme já vimos  na Turquia, existem vários entre os quais quais os Ribat-e Sharif e o Ribat-e Anushirvan são bons exemplos dos que foram construídos no século XII e que sobreviveram até aos nossos dias. Mais tardio, mas igualmente notável pode referir-se o Sultanhanı, próximo de Aksaray, um dos maiores caravançarais da Turquia. Nos edifícios seljúcidas usava-se geralmente tijolo, sendo as paredes interiores e exteriores decoradas com uma mistura de mármore, cal, gesso e outros materiais moídos. Nos edifícios anatólios típicos do período seljúcida o principal material de construção era a madeira, disposta horizontalmente, exceto ao longo das janelas e portas, onde colunas de pedra eram consideradas mais decorativas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

NA "FUNÇÃO PÚBLICA" AINDA EXISTEM PRIVILEGIADOS, VEJAM SÓ AS MORDOMIAS DA IMPRENSA N. CASA DA MOEDA: Adiantamento para viagens e ginásios ( pagável em 9 meses e sem juros), subsistema de saúde com os melhores hospitais privados, subsídios para aquisição de livros escolares, etc. Mas a melhor é o direito a parte dos "lucros"(lucros????), o que corresponde a 1,3 vezes o valor da remuneração base !!

Quando a revista Sábado quis analisar algumas regalias da Imprensa Nacional Casa da Moeda ninguém na instituição quis responder. É mais um exemplo de que as instituições públicas não fazem qualquer esforço em prestar contas aos cidadãos. Aqui fica uma lista dos benefícios publicados na revista:

1.   Qualquer funcionário pode pedir um adiantamento do salário para pagar despesas de saúde, de ginásio ou até de viagens. Os adiantamentos são descontados do ordenado do funcionário em nove prestações sem o pagamento de juros. Quatro meses depois é possível fazer um novo requerimento.
2.   Os colaboradores e respectivos filhos têm direito a um subsistema de saúde que lhes dá acesso a vários hospitais privados (como o da CUF, o da Ordem Terceira ou o da Luz, através de convenções) e a tratamentos especializados, como hemodiálise ou radiologia.
3.   As crianças recebem ainda um subsídio para a compra de livros escolares. O valor é duplicado caso seja o melhor aluno no seu grau de ensino. No Verão, os jovens entre os 6 e os 17 anos têm acesso a um programa, comparticipado pela INCM, de dois meses de ocupação dos tempos livres como idas à praia, ao jardim zoológico ou a museus. Em Julho e Agosto do ano passado, houve até quem fizesse aulas de surf.
4.   Os reformados continuam a poder ir às duas cantinas, onde as refeições custam um euro.
5.   Quando o ano financeiro corre bem, os funcionários têm direito a parte dos lucros: em 2010, segundo foi noticiado no boletìm interno da INCM, todos os colaboradores receberam como compensação pelos lucros do ano anterior 1,3 vezes o valor da sua remuneração-base mensal. Nesse ano o salário médio mensal ilíquido foi de 1.232 euros. (Fonte: Sábado e Ob. Má Despesa Pública).

Verdade - poesia de Carlos Drummond de Andrade - por Célia Schultz

domingo, 8 de abril de 2012

MUNICÍPIO DE ALMADA GASTA 275.000€ DOS DINHEIROS PÚBLICOS EM TRÊS ALMOÇOS, RELÓGIOS E MEDALHAS

Ser Professor é ser “ MESTRE”. É ser o pilar do conhecimento e da cultura. Bem merecem os bons professores o reconhecimento público, mais respeito e carinho, mas…. é estranho o procedimento da Câmara de Almada.

Com verbas da autarquia, organiza anualmente um almoço para os professores reformados, mas só para os professores, omitindo todas as outras classes profissionais.

Em 2010 o tal almoço consistiu num dispêndio para o erário público de 10.000€ (ver documento)  e em 2011 também  10.000€ (documento).

A apetência por almoços já vem de longe, não esqueçamos o almoço do Dia Internacional da Mulher, em 2009, que custou aos contribuintes a módica quantia de 83.640€ (ver documento). Complementarmente, não podemos olvidar os presentinhos habituais. A autarquia gastou 97.174,72€ na aquisição de relógios e 73.750€ em medalhas de prata e bronze (ver documento).

Enfim, políticos e autarcas gastam irresponsavelmente, mas na hora da verdade sabemos a quem se aperta o cinto até mais não poder… e quanto a eles…. nada a fazer, na prática, com as leis que se protegeram, são irresponsáveis criminalmente.
Dados do Obs. da Má despesa Pública

As Janelas do meu quarto, Poema de António Gedeão

A Obra de Camille Pissarro - Pintor Impressionista Francês (Filho de Pai Português e Mãe Crioula)


-Jacob Camille Pissarro (Charlotte Amalie, na ilha de São Tomás nas Índias Ocidentais Dinamarquesas, hoje Ilhas Virgens Americanas, 10 de Julho de 1830 — Paris, 13 de Novembro de 1903) foi um pintor francês, co-fundador do impressionismo, e o único que participou nas oito exposições do grupo (1874-1886).
-Seu pai, Abraham Frederic Gabriel Pissarro, era português criptojudeu de Bragança, que, no final do século XVIII, quando ainda pequeno, emigrara com a sua família para Bordéus, onde na altura existia uma comunidade significativa de judeus portugueses refugiados da Inquisição. A mãe de Camille Pissarro era crioula e tinha o nome Rachel Manzano-Pomie.
-Com 11 anos Camille Pissarro foi enviado a Paris para estudar num colégio interno. Voltou para a ilha São Tomás, a fim de tomar conta do negócio da família. Algum tempo depois, a sua paixão pela pintura fê-lo mudar de vida: fez em 1852 amizade com o pintor dinamarquês, Fritz Melbye e a oportunidade de concretizar seu sonho surgiu com um convite para acompanhar uma expedição do Fritz Melbye, enviado pelo governo das Antilhas Dinamarquesas, para estudar a fauna e a flora da Venezuela, onde passou dois anos.
-Pissarro conquistou sua liberdade aos 23 anos. Em 1855, ele já estava em Paris com ajuda de Melbye, tentando iniciar sua carreira. O jovem antilhano fascinou-se com as telas de Camille Corot e travou amizade com Paul Cézanne, Claude Monet, Charles-François Daubigny, entre outros pintores impressionistas. Com Monet passou a sair para pintar ao ar livre, em Pontoise e Louvenciennes. Em 1861 casou com Julie Vellay, com quem teve oito filhos.
-No decorrer da guerra franco-prussiana (1870-1871), na qual praticamente todos os seus quadros foram destruídos, residiu em Inglaterra. Quando voltou, começou a pintar na companhia de Cézanne. Com o objectivo de descobrir novas formas de expressão, Pissarro foi um dos primeiros impressionistas a recorrer à técnica da divisão das cores através da utilização de manchas de cor isoladas – o seu quadro "The Garden of Les Mathurins at Pontoise" (1876) é um exemplo.
-Em 1877 pintou "Les toits rouges, coin du village, effet d'hiver". Durante os anos 1880 juntou-se a uma nova geração de impressionistas, os "neo-impressionistas", como Georges Seurat e Paul Signac, pintando em 1881 "Jeune fille à la baguette, paysanne assise" e experimentou com o pontilhismo.
-A partir de 1885, militou nas correntes anarquistas, criticando severamente a sociedade burguesa francesa, deixando-nos "Turpitudes Sociales" (1889), um álbum de desenhos. Nos anos 1890 abandonou gradualmente o "neo-impressionismo", preferindo um estilo mais flexível que melhor lhe permitisse captar as sensações da natureza, ao mesmo tempo que explorou a alteração dos efeitos da luz, tentando também exprimir o dinamismo da cidade moderna, de que são exemplos os vários quadros que pintou com vistas de Paris ("Le Boulevard Montmartre, temps de pluie, après-midi", 1897), Dieppe, Le Havre e Ruão.
-A obra de Pissarro se caracterizou por uma paleta de cores cálidas e pela firmeza com que consegue captar a atmosfera, por meio de um trabalho preciso da luz. Seu material predileto foi o óleo, mas também fez experiências com aquarelas e pastel. A estrutura dos quadros de Pissarro encontra total correspondência na obra de Cézanne, já que foi mútua a influência entre ambos. Como professor teve como alunos Paul Gauguin e seu filho Lucien Pissarro. Ao jovem Gauguin aconselhou a utilização das cores - esses conselhos surtiram efeito e Gauguin começa a utilizar a cor no seu estado puro.
-Durante seus últimos anos, realizou várias viagens pela Europa, em busca de novos temas. Hoje é considerado um dos paisagistas mais importantes do século XIX. Os seus trabalhos mais conhecidos são "Le Verger", "Les châtaigniers à Osny" e "Place du Théâtre Français". Camille Pissarro morreu a 13 de Novembro de 1903 em Paris.

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